Arquivado em: Lilian Dorea
Costura.
Costura.
Costura.
Dezena de quadrados meus, outra dezena de quadrados seus. Av. Paulista, Rua Augusta, Espaço Unibanco de Cinema, Praça Roosevelt, Sumaré, centro velho de São Paulo, Frida Café, boteco Escócia. Um quadrado para os meus desejos – não muitos, mas intensos – e outro para as suas viagens – muitas, porém tão… efêmeras. Cinco quadrados para os filmes europeus e infinitos para as notas musicais do róque, do blues e do jazz. Minhas palavras? Elas serão utilizadas para decorar a borda, afinal, não saímos nunca dela.
Corte.
A colcha de retalhos recém-fabricada por mim protege meus pés durante as madrugadas de SanPablo, porque carrego comigo um medo infantil dos fantasmas que rondam casas velhas em busca de pernas gordas, como as minhas. I don’t never wanna see what’s my mind see. Tenho medo do escuro e dos carros cantando pneus nas ruas e do uivo de alguns cachorros da vizinhança. E o medo costumava me fazer dormir com a luz do banheiro acesa para que eu pudesse enxergar o perigo, mas agora mergulho em infinitos recortes e adormeço contemplando a figura que remonta exatamente a noite em que te conheci.
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Lindo texto, gostei demais…
Comentário por Regininha Abril 7, 2008 @ 3:25 pmSeja em metrópole como Sampa, seja em cidade em vias de… como Floripa, se acaba por ter sentimentos iguais, embora o lugares freqüentados sejam diferentes…E isso é bom demais!
beijão procês.
Me perdi neste texto, me senti dentro dele. É de uma impessoalidade pessoal incrível.
Aliás, adorei este espaço.
Me trás cor, e isso é tão melhor, quando se vive um dia preto-e-branco.
Obrigado!
Comentário por Wheiller . L Maio 6, 2008 @ 1:29 amParabéns!